[Tributos] Um ano para Catching Fire

Os fãs da Trilogia Jogos Vorazes mal podem esperar. Daqui a exatamente um ano sairá o segundo filme da franquia. Vários acontecimentos das gravações já estão à nossa volta. O teaser trailer, o postêr, o site do Distrito 13. O Lionsgate não está medindo esforços para divulgação.


“Toda revolução começa com uma faísca”

Um fã da trilogia escreveu:

“Todos nós sabemos que Jogos Vorazes é uma história onde se vê miséria e esperança em todos os capítulos. Mas muitos não entendem a relação dele com a realidade. De acordo com a autora, Suzanne Collins, “a ideia para The Hunger Games surgiu enquanto ela passava os canais na televisão. Em um canal, a autora observou pessoas competindo em um reality show e em outro viu cenas da Guerra no Iraque. As duas coisas “começaram a se confundir de um modo muito inquietante” e a ideia para o livro foi formada”.
Jogos Vorazes não é aquele livro previsível, onde você acha que a personagem terá o fim que todos querem, ou que tudo dê certo sem nenhum sacrifício. Assim é a realidade. Todos nós apenas conseguimos o que queremos com certos sacrifícios. Muitos dos sacrifícios levam pessoas que nós mais amamos e até mudam o curso da história. Quando achamos que teremos um final que desejamos, ele muda completamente, de um modo que ou o torna inesquecível, ou aterrorizante e perturbador.
Jogos Vorazes também se relaciona com as formas do governo e da mídia. Muitos acham que a mídia não exerce nada sobre nós quando tudo isso não é verdade. O Big Brother pode ser comparado à Arena. Os participantes são manipulados, eliminados e o último consegue toda a glória, fama e reconhecimento nacional. A Arena pode ser comparada também às guerras, onde os soldados tentavam defender suas vidas e sua pátria, enquanto o Estado, representado pela Capital, comemorava a guerra e dava festas. E muitas famílias preocupam-se com seus representantes nas batalhas, esperando que voltassem vitoriosos, quando na verdade, apenas voltavam suas lembranças e objetos que o representavam.
Presidente Snow é aquele presidente “absolutista”, que não se pode dizer algo contra seu governo, senão é assassinado. Ele manda e você obedece, sem nenhuma oportunidade de opinar. Outra forma de governo dele é a extrema diferença entre classes sociais. Há os habitantes da Capital, com extrema luxúria, inúmeras cirurgias estéticas, enquanto sua população passa fome. Uma frase que definiria bem isso seria a de José Saramago: “Totalitarismo que não precisa nem de camisas verdes, nem castanhas, nem suásticas. São os ricos que governam e os pobres vivem como podem.”.
Em meu ponto de vista, a obra utiliza da ironia e da comparação, quando diz que o nome do país vem do latim, da frase Panem et circensis, que significa “pão e circo”. Ironia porque Panem, o “país do pão”, tem uma população bastante pobre, exceto a Capital e o distrito 2, onde há uma melhora significativa na economia. Comparação porque, panem et circenses é o lema usado por Octavio Augusto, primeiro imperador de Roma. Como diz Plutarch, o governo daria pão para a população e diversão, os ditos Jogos Vorazes, para reduzir a insatisfação contra seu governo.
Algo bastante misterioso que invoca curiosidade em todos: o que teria acontecido com outras nações após o evento cataclísmico de Panem? Acredito que ainda existam outras nações remanescentes, tais como parte da Ásia, América do Sul, África, mas não mantiveram contato algum com Panem por estar tentando sobreviver aos eventos ocorridos.
Portanto, acredito que Jogos Vorazes é algo ligado SIM à sociedade, de modo que leve-nos à reflexão de nossos atos, tanto socialmente, quando historicamente. Jogos Vorazes também te ensina que há horas que você tem que decidir: ou mata seus problemas, ou morre por eles. “Porque há algo significamente errado com uma criatura que sacrifica as vidas de seus filhos para resolver suas diferenças” – Lucas Silva.

Isso é o que realmente há por detrás. Não é apenas por que somos fãs de atores ou livros, mas amamos a trilogia pelo conhecimento que nos trás. Olhemos as entrelinhas de tudo que vemos e ouvimos, e não apenas a emoção por trás de tudo.

Fiquem com os deuses e que a sorte esteja sempre ao seu favor!

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