[T&S] FIC| A Destruição do Olimpo – Parte 1 – Capítulo 1

Desculpem-me o atraso, mas aqui está, perante a vocês, a fic de estréia, que foi escrita pelo “Gabriel”. Ela terá mais capítulos e todos serão postados aqui, assim é o plano.
Sem mais nem menos, aproveitem!

Capítulo 1: O incêndio.

    
        O sol já se encostava ao horizonte quando Charles chegou, tirou os sapatos sujos e entrou em sua casa. Olhou pela janela, o vasto vale que ficava atrás da sua casa estava deslumbrante com o brilho laranja que o pôr-do-sol criara. O perfume de seu pai impregnava o ar. Charles abriu o a janela, um vento varreu a casa fazendo seus curtos cabelos loiros, já rebeldes pela caminhada, bagunçarem-se totalmente.
            Charles olhou para sua casa. Os livros de seu pai jogados pela casa, uns abertos pelo vento e outros ainda fechados. Alguns nomes podiam ser lidos: “A caçada de Merlin pela Nova África”, “A visão de um arquiteto” e até alguns como: “Vulcões, prós e contras”. Charles jogou o sua mochila na poltrona de sua casa e caminhou pelo corredor, até encontrar uma porta branca, e entrou.
            O cômodo não era muito grande: Duas poltronas, uma escrivaninha com sua cadeira, duas janelas abertas, um lixeiro cheio de papéis amassados, um grande mapa-múndi estava numa mesa do mesmo tamanho, pequenos bonecos de guerra estavam dispostos aqui a li, como se fosse uma revolução de brinquedos, e um mural com várias folhas seguradas por imãs deixavam a sala com o ambiente familiar que trazia um ar de segurança a Charles.
Seu pai estava, como sempre, na cadeira da escrivaninha, pensativo. Caneta na mão, o papel iluminado ainda mais por um pequeno abajur, estava fazendo o que mais gostava: Escrever.
            – Pai? – chamou Charles, enquanto batia em seus ombros.
            – Ah, oi filho – ele se levantou e deu um abraço em Charles – Estou pesquisando um pouco para meu novo livro.
            – Posso ler? – disse Charles, enquanto olhava por trás dos ombros do pai.
            – Não. – ele rapidamente pegou as folhas, colocou-as na gaveta e a trancou – apenas quando eu tiver terminado.
            Charles desde sempre tivera curiosidade em ler os livros do pai. Claro, ele não era um grande escritor, mas seus livros davam para pagar as dívidas e a escola de Charles. A regra não-leia-até-que-eu-termine existe dede que Charles se conhecia por gente.
            Charles deu um sorriso e foi para fora pela porta dos fundos, caminhar. Acenou para seu único vizinho que estava saindo de férias naquele dia e adentrou na floresta de pinheiros. Andou, não muito e achou um lago. Lembranças boas remontavam sua mente, um sorriso, talvez. Era a única lembrança que tinha de sua mãe. Uma tarde no lago. Ela se foi quando Charles tinha apenas cinco anos, em um acidente de ônibus. Ele não conseguia lembrar-se do rosto dela. Apenas lembrava-se de seu corpo em um vestido branco de linho. Só.
            Charles ia aquele lago todo o dia, para lembrar de sua mãe, para pensar na vida. Quando se tocou, já estava escuro. Ele se levantou, tirou os pés das águas límpidas e segui seu caminho até casa. No meio do caminho, sentiu um cheiro forte. Um cheiro de fumaça.
            Seu pai estaria fazendo um churrasco? Não, dificilmente, ele não gosta de carne. Não faria algo que não gosta. Seu vizinho havia saído, então, o que poderia ser? Charles correu, o cheiro aumentara. O mundo estava pintado de cinza. Ele começou a tossir, tapou seu nariz e boca com a camisa. Correu, correu como um louco. Seu pai era esperto, não queimaria nada se não precisasse, e muito menos deixaria algo no fogão e esquecido dele. Algo estava errado, muito errado.
            A floresta se abriu, e o coração de Charles entrou em pânico.
            A sua frente, ao invés da sua casa, via apenas fogo, fogo ardente. O segundo andar da casa acabava de cair quando chegou. Seu pai, onde está ele? Charles se aproximou ainda mais, a fumaça diminuía em muito o alcance de sua visão. O sangue pulsava forte em suas veias. Se prendeu a esperança de um grito masculino. “Ele está vivo, deve ter saído, sei lá, ele tem que estar vivo” pensava Charles.
            Essa esperança apenas devastou mais ainda seu espírito ao ver um corpo envolto em chamas. Um corpo familiar, o corpo de seu pai. Ele estava todo queimado, o corpo sendo destruído pelas brasas. Charles teve um último momento para capitar o rosto de seu pai. Antes que a Quimera o devorasse.

Aguardem pelo próximo capítulo!
Fiquem com os deuses e que a sorte esteja sempre ao seu favor!
Comentem sobre a fic!

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