[T&S] Res. Literária | A Culpa é das Estrelas

Continuando ó nosso Fanmade semanal, aqui está: a resenha literária, que será de A Culpa é das Estrelas de John Green. Sem apesares, aqui está:

Eu me sinto anestesiada. Meus olhos ainda estão inchados, as lagrimas de alegria, tristeza, algo não definido continuam a sorrateiramente cair de meus olhos. Mas me sinto exatamente da maneira como Hazel se sentia a respeito de Uma Aflição Imperial: um livro meu, que eu queria guardar em um cantinho em que só eu fosse capaz de alcançá-lo. Mas seria egoísta, e eu não posso cometer o erro de simplesmente fingir que esse livro não significa nada para mim.
A premissa do livro inicialmente, de primeira vista mesmo, pode ter pouco impacto, mas é inegável a perfeição de tudo. Os devaneios, até as tiradas mais decadentes direto do fundo do poço ganham quem lê… Me ganharam. Hazel é uma garota com câncer, mas ela não faz disso o dilema de sua vida. Ela sempre tenta minimizar tudo para sua família, tentando deixar cicatrizes cada vez menores. E assim, ela se torna meio reclusa. Em um circulo com várias outras pessoas portando a doença, ela não suporta mais ver os lamentos e as “motivações” que deixaram de fazer sentido.
Eis que aparece Augustus, ou Gus. A relação dos dois começa da maneira mais inimaginável possível, e por ser assim, por ser Hazel, e Gus, acaba por dar certo. O livro é simplesmente indescritível, ele brinca com todas as suas emoções e acaba se tornando uma montanha russa que só sobe. E eu ainda me pergunto: Como eu faço pra descer? Como faço pra isso minimizar? É um livro que mexe, mas de uma maneira totalmente diferente. A doença não os torna coitados, pelo contrario, os torna mais fortes, verdadeiramente fortes. Hazel é o revitalizante de Gus, Gus é o seu.
Genialidade não define o que esse livro leva consigo, seus devaneios, as metáforas – destaco a do cigarro sendo a minha favorita – tudo é digno de nota, tudo te encanta. E por mais que eu queira esse livro só pra mim, ele é o tipo de livro que eu quero que todos tenham em mãos. Contraditório, sim ou claro? Que seja, o fato é que esse livro deixou algo em mim diferente de tudo que eu já li, e eu não exagero em uma palavra sequer, ressalto que pode até ser que isso tudo não defina, na verdade, não define, não chega nem perto.
Minhas reverencias a John Green, meu muito obrigado por fazer essa historia maravilhosa. Espero um dia poder ajudá-lo, influenciá-lo, fazer uma diferença da maneira que você fez através deste livro. Você é o meu Van Houten de uma maneira totalmente positiva e como Hazel diz a respeito de Van Houten “Eu leria até sua lista de compras” haha.
E de verdade, não pensem duas vezes antes de ler, não pensem duas vezes antes de falar, dou minha opinião mais sincera. Os personagens, os humores negros, auto-depreciativos… banais, por fim reais são o que torna tudo especial. Esse livro representa querendo ou não algo que nós somos: seres humanos propícios a qualquer momento sucumbir no abismo do esquecimento, uma estrela numa constelação, uma nuvem a 200 por hora, a moça a quem Sheakespeare dedicou seu poema, somos humanos. E as cicatrizes que deixamos em nosso legado não precisam ser vistas pelo mundo, todo mundo é herói de alguém. Todo mundo tem um Gus, um Isaac, uma Hazel, um Van Houten dentro de si. E de verdade, leiam, aproveitem, deliciem-se. Um livro assim é uma raridade. Uma estrela perdida na terra.”

Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo. Eu aceito as minhas escolhas.

– A Culpa é das Estrelas, John Green 

Resenha escrita por
Letícia 

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