[T&S] FIC| A Destruição do Olimpo – Parte 1 – Capítulo 2

Bom galera, hoje é segundo capítulo dela e espero que gostem : D

Capítulo 2 – A Luta

       Charles olhou para o monstro, aflito. “Uma quimera? Não, não é possível. Talvez… Alucinações causadas pela fumaça? Não, patético.” Voltou a floresta e se escondeu atrás do primeiro pinheiro que viu. Sentou, com as costas apoiadas na madeira, e ficou batendo a cabeça na árvore. “Quimera… Quimera… Vamos Charles! O que você sabe sobre Quimeras?”

       Tentou lembrar de sua aula de filosofia da semana interior. Qualquer informação seria bem-vinda naquele momento. “Quimera… Ah!” – lembrou: “Quimera é uma figura mitológica caracterizada por uma aparência híbrida com dois ou mais animais, e a capacidade de lançar fogo pelas narinas”.

       Se arriscou a espiar o monstro. Ele devia ter mais ou menos dois metros de altura. Tinha um corpo de leão e asas de águia. Mas o que realmente fez Charles temer foi a sua calda e sua cabeça. Onde deveria estar a cauda, havia uma cobra, uma naja, e onde deveria estar apenas uma cabeça, havia duas cabeças de leões com chifres imensos.

       A criatura estava envolta nas chamas, queimando mais ainda a cabeça e rosnando. “Está procurando algo”– pensou Charles. Como se a visão do monstro não fosse suficiente, Charles engoliu em seco com a possibilidade de o monstro não estar procurando algo, e sim quem. “Mas, ele é um monstro mitológico, não existe”. Mas Charles sabia que ele era de verdade. O fogo e a fumaça eram reais, ele sabia disso.

       – Merda – disse Charles, batendo mais uma vez a cabeça no pinheiro, com isso, alguns pinhos caíram na terra ressecada, fazendo um barulho bem alto.

       O monstro se virou para Charles, as duas cabeças sibilando para a árvore, logo em seguida Charles sentiu a temperatura aumentando, o fogo estava mais perto. Ele consegui rolar no chão antes que uma bola de fogo destruísse a árvore. Sentiu uma pontada no pé, uma dor imensa, quando olhou para seu pé percebeu que ele estava em uma posição estranha, porém a adrenalina anulara a dor, e ele correu para o único lugar onde ele estaria a salvo temporariamente do fogo: O lago.

       Ele correu, ou melhor, mancou o caminho inteiro. A adrenalina podia ter anulado a dor, mas se andar era difícil, você pode imaginar quanta dor Charles sentia no momento. O monstro o perseguia pelo ar, soltando bolas de fogo na floresta causando um verdadeiro incêndio agora. Charles tossia muito, estava ficando lento, a dor aumetara drasticamente. Quando viu o lago, Charles simplesmente pulou nele sem pensar em nada. O lago era limpo e raso, então Charles conseguia ver perfeitamente o monstro por entre as águas cristalinas.

       Ele estava sobrevoando a água, jogando bolas de fogo que faziam a água borbulhar e evaporar. Charles percebeu que enquanto ele jogava as bolas, ele parava de atacar por alguns segundos, esses segundos salvaram a vida de Charles, pois quando o monstro dava seu intervalo para uma nova bola de fogo, ele submergia e respirava o ar.

       Mas ele sabia que não poderia ficar assim, provavelmente iria se cansar e morrer afogado, e a água do lago estava ficando muito quente por sinal. Enquanto Charles pensava em algo, uma nova bola de fogo foi lançada, e ela foi mais intensa que as outras, deixando a água a ponto de queimar Charles. Em meio ao calor, Charles viu uma espada prateada presa por entre as pedras que ficavam na margem do lago.

       Ele nadou até lá, e rapidamente pegou a espada. E levantou. O monstro estava voando sobre o lago atiçando o fogo na água. A dor no pé de Charles ainda era monstruosa, e o pé quebrado apenas dificultava seus movimentos. Charles tentou andar, em vão, o pé dele fez um movimento brusco e ele caiu com um impacto forte. Com seu grito de agonia, o monstro olhou para ele, as duas cabeças se preparando para lançar o fogo.

       Mas a quimera não o fez. Ela simplesmente voou até Charles, passou por cima dele e com sua calda quase        arrancou o pescoço de Charles. Mas, seu ataque foi interceptado. Charles, mesmo com o pé quebrado, usou reflexos que ele não sabia que possuía: Ele esquivou, segurou na cobra e subiu no leão, logo em seguida cortou a cauda.

       Um grito estridente acompanhado de uma coluna de fogo saiu das bocas da criatura. Charles segurou nas asas de águia dela e ela saiu voando, soltando bola de fogo. A dor proporcionada pela mão de Charles arrancando suas penas para tentar não cair fazia a Quimera apenas gritar mais e soltar mais fogo.

       Charles não estava mais aguentando, e sabendo que iria cair logo depois cortou uma asa da Quimera, fazendo ambos caírem. Charles caiu brutalmente no chão, seu pé sangrando e agora várias partes do seu corpo também sangram. Entre a Quimera e ele havia apenas uma faixa de pó. Ela se levantou, com apenas uma asa. Estava cansada. Charles sabia que não poderia se mover. Ele ainda estava com a espada. Se ela viesse atacá-lo, ele poderia matá-la, porem, nada a impede de incinerar Charles.

       Ela estava pronta. Seus olhos vermelhos mortíferos fuzilando Charles. Foi quando algo inesperado aconteceu. As árvores se mexeram, delas saíram várias mulheres verdes com vestidos da mesma cor. Elas enrolaram a Quimera, usaram seus braços fortes para segurá-la, imobilizá-la. Uma delas pediu a espada de Charles, ele a entregou. Depois de alguns minutos, apenas uma faixa enorme de pó cintilante restava do monstro.

       – E agora? – perguntou uma mulher-verde.

       Uma outra mulher-verde foi até Charles, se abaixou e disse:

       – Vamos levá-lo ao acampamento, lá você estará seguro.

       Ao ouvir essa frase, Charles apenas continuou deitado, esperando estar a salvo. Qualquer lugar era melhor que aquele, seu pai morto, casa destruída. Ele realmente não tinha para onde ir. Então, apenas fez um sim com a cabeça antes de seus olhos focarem apenas a escuridão.

Aguardem pelo próximo capítulo!
Fiquem com os deuses e que a sorte esteja sempre ao seu favor!
Comentem sobre a fic!

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