[T&S] FIC| A Destruição do Olimpo – Parte 1 – Capítulo 3

Terceiro capítulo meio atrasado… Mas ele tá legal, acho.

Capítulo 3 – O Acampamento


      Charles acordou com uma dor forte na área dos joelhos e em seu pé. Abriu seus olhos lentamente, com a vista embaçada, conseguiu apenas discernir um teto alto. Se sentou e, após seus olhos se acostumarem com a claridade, analisou o estado de seus joelhos.
Uma mancha vermelha grande estava bem ressaltada por cima das ataduras que ficavam em cima de cada joelho. Ele estava usando apenas uma cueca preta e seu peito estava enfaixado do ombro a cintura. Alguém havia cuidado dele, e, trocara sua cueca – um arrepio correu por todo o corpo de Charles -, mas a frustação foi contida quando ele percebeu seu estado.
A pessoa cuidara dele então ele não morreria graças  esses cuidados médicos, mas também teria uma grande dívida com ela. Charles olhou em volta, ainda fraco. Ele conseguia ouvir um cair de águas em algum lugar, ouvia gemidos e passos apressados de pessoas andando no corredor a frente ele. Mas esse mundo estava separado dele por cortinas brancas que ficavam em volta da cama.
Seu pé estava bem melhor, ele o movia livremente pela cama, porém seus joelhos aparentavam um choque muito grande. Mesmo se esforçando, ele não conseguia lembrar de ter batido os joelhos, ele não lembrava de nenhuma dor. Com um suspiro, passou toda a noite passada em sua mente. Ele colocou a mão no coração quando lembrou de seu pai sendo morto pela Quimera, sentiu um gosto amargo de lágrimas em sua boca.
Eu sou órfão. O poder desse simples pensamento abriu um buraco no coração de Charles. Ele começou a chorar intensamente pela morte do pai, sentindo cada lágrima passando pelo seu rosto e caindo no lençol branco no qual ele apertava com força. Depois de um tempo não havia mais lágrimas, e ele apenas recostou a cabeça na cabeceira da cama, os olhos fitando o teto e sua mão direita passando por seu rosto e parado em seus cabelos loiros. Fechou os olhos e ali permaneceu, imóvel. Agora, ao invés de ir ao lago pensar em sua mãe, deveria pensar em seu pai também.

*   *   *

Charles abriu seus olhos vagarosamente.
– Oh! Você acordou!
Charles tentou reconhecer a voz, em vão.
– Consegue se sentar?
Charles se apoiou no colchão e foi levantando lentamente, sentindo dor em seus joelhos ainda. Quando sentou, viu uma garota do lado da cama. Ela aparentava ter treze ou catorze anos. Usava um uniforme de hospital e seus cabelos negros estavam presos para trás em um coque. Seu rosto possuía feições suaves e ela tinha olhos negros incandescentes.
– O-onde estou? – disse Charles, fraco.
– Está no Acampamento Meio-Sangue, Nova Iorque, Manhattan.
O corpo de Charles ficou paralisado. New York? Manhattan? Eu estou muito longe de Ohio.. Como vou voltar? – esse pensamento rapidamente saiu de sua mente quando lembrou que não tinha casa. Meu Deus! O que eu faço?
– Nada.
– Disse alguma coisa? – perguntou Charles a enfermeira que estava molhando um pano branco em uma bacia somente mais ou menos cheia.
– Não, por quê?
– Nada, esquece.
Charles tentou imaginar de onde vinha aquela voz que o havia aconselhado. Esse nome, Acampamento Meio-Sangue… Me é familiar.
– Quanto tempo fiquei dormindo?
A garota passou um tempo pensando e respondeu:
– Você ficou em coma por quase uma semana, o único sinal de que você estava vivo era sua leve respiração.
Charles suspirou levemente e deixou que a menina trocasse suas ataduras.
– Posso perguntar uma coisa? – perguntou a garota.
– Claro.
– Como você sobreviveu a um ataque de uma Quimera?
Charles demorou para responder.
– Eu não sei. – e com essa seca resposta, eles pararam de conversar.
Passados alguns dias, Charles conseguiu se recuperar graças ao Néctar e ambrosia que havia recebido. Agora, ele recebera duas muletas para andar e saiu da enfermaria com ordens para ir direto a Casa Grande. Ele não demorou muito para chegar lá, bateu na porta com o ombro e esperou até que alguém abrisse., e para sua surpresa, uma criatura metade cavalo e metade humano apareceu cavalgando atrás dele.
Com a surpresa, Charles deu um grito abafado. Seu medo fez com que suas mãos escorregassem das muletas, seu joelhos cederam e ele caiu na madeira da qual era feita a varanda da Casa Grande. Uma dor indescritível se formou criando mais um grito abafado por sua mão.
– Calma garoto! – disse o centauro.
Charles tentou se arrastar para longe, mas suas costas bateram contra a parede e ele se viu sem saída.
– Meu nome é Quiron. Sou o Diretor de Atividades do Acampamento Meio-Sangue. Não precisa ter medo, venha comigo. Eu lhe explicarei tudo.
Charles balançou a cabeça. Não. As lembranças da Quimera o impediram de raciocinar direito, até que uma voz, como a de um trovão, surgiu em sua mente. Não tenha medo Charles, Vá. Charles fechou os olhos e tentou encontrar uma solução para o problema.
Vá.
Não, eu não vou. É perigoso, meu pai sempre me ensinou a não acreditar em estranhos – pensou ele, como uma criança de nove anos.
Vá, filho.
Charles abriu seus olhos, procurando uma resposta. Relutante, pegou suas muletas e levantou.
– Que ótimo! Mas você não pode andar por aí assim, vai apenas se cansar mais ainda. Suba!
O Centauro deitou-se para que Charles pudesse subir. Quando ele subiu, Quíron levantou-se rapidamente e começou a cavalgar lentamente.
– Então – disse o centauro – Charles não é?
– S-Sim – gaguejou Charles
O centauro deu uma risada bem amigável.
– Não fique com medo meu jovem, estamos apenas em uma caminhada ao ar livre. Bom, acho que devo explicar algumas coisas pra você. Você gosta de Mitologia? Da grega, principalmente?
Charles revirou sua mente a procura de mitos gregos.
– Sim, gosto muito dela.
– Bom, como você já deve ter percebido, a mitologia grega não é mentira, não são histórias criadas para explicar os fatos. Os deuses gregos, os monstros, os objetos e principalmente os semideuses são verdade.
Charles tentou assimilar tudo aquilo. Bom, ele estava falando com um Centauro, havia lutado com uma Quimera e havia recebido ajuda de Ninfas. Aquilo era muito confuso para ele. Quando Quíron percebeu isso, o levou até a margem do estreito de Long Island. Lá, Charles se sentou e ficou atento as palavras de Quíron.
Enquanto Quíron falava, Charles absorvia cada pedaço de informação que conseguia. Tudo se encaixava, exatamente tudo. Quando Quíron terminou de explicar a última parte, a qual falava sobre os semideuses, Charles deu um leve suspiro.
– E como sei que sou um Semideus?
– Bom, sua dislexia e o TDAH podem afirmar que sua mente está conecta ao grego antigo, e o TDAH é nada mais do que seus reflexos em batalha. A Quimera também não o atacaria se você fosse um mortal qualquer.
– Entendo… Mas, por que ela me abandonou? – Charles envolveu os braços em seus joelhos.
– Charles… – disse Quíron, como uma voz compassiva – Zeus fez um decreto, no qual os deuses não poderiam ficar muito tempo com seus filhos, porque eles passariam a esquecer suas tarefas e se tornariam mais “humanos”. Para isso, foi criado o Acampamento Meio-Sangue, um centro de treinamento para os semideuses. Você ficará seguro enquanto estiver aqui. Até que seu pai ou mãe divino o reclame, você ficará no Chalé de Hermes.
Ele subiu no lombo de Quíron, inconformado com sua mãe, mas estaria a salvo lá. Após pegar sua muleta, ele entrou no Chalé de Hermes rapidamente. Recebeu as boas vindas de Connor e Travis Stoll e deitou, com ódio de sua mãe. Esperando um novo dia e se agarrando a sensação de salvamento que o Acampamento o trazia, dormiu.

#Gabriel

Aguardem pelo próximo capítulo!
Fiquem com os deuses e que a sorte esteja sempre ao seu favor!
Comentem sobre a fic!

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