[T&S] FIC| A Destruição do Olimpo – Parte 1 – Capítulo 5

O capítulo 6 não ficou atrativo, então aqui vai só o capítulo 5.


Capítulo 5

Charles estava realmente muito animado. Ele acabara de sair do almoço no refeitório, e a notícia realmente havia aumentado em muito seu ânimo. A Caça a Bandeira era hoje! Ele falara com vários campistas veteranos e pegou todas as informações que podia. Mas porque ele estava tão animado? Ora, era o momento perfeito. O momento em que ele mostrará para a sua mãe que ele vale a pena ser reclamado.
Charles deitou na grama, banhado pela luz do sol acima dele. Um sorriso podia se encontrar em seu rosto. Ele tentou lembrar de todas as palavras de Quíron. Se a memória dele não estivesse falha, ele podia lembrar do seguinte: O evento era a vingança de Apolo contra Ares, quando o mesmo perdeu na última Caça a Bandeira. Ares em aliança com Hefesto, Hebe, Atena e Deméter. Apolo em aliança com Hermes, Nêmesis, Íris, Hécate e Dionísio.
Uma possibilidade entrou na mente de Charles como uma bomba. ELE estava contra Andrew. Ele não teria chances nenhuma numa luta mano a mano. Porém esse pensamento logo se afastou, afinal, não haveria como, em uma floresta onde dezenas de campistas estariam lutando, ele ter que lutar logo com ele. Porém, a força do time vermelho aumentava em muito só com a presença dele.
O dia foi passando até que as 17:30, onde estava marcado para que todos os campistas pertencentes aos dez chalés se reunissem na frente da floresta. Charles chegou meio atrasado, mas todos os chalés estavam lá já. O grupo de Ares estava com camisa vermelha por baixo das armaduras, enquanto o grupo de Apolo usava uma camisa laranja. Todos do grupo de Apolo estavam reunidos em uma roda. Sussurrando alto o suficiente para apenas aqueles na roda pudessem ouvir, Lucas, o conselheiro-chefe do chalé 7, disse:
– Então pessoal, é a nossa chance agora. Eu peço a ajuda de todos vocês. Precisamos derrotar Ares hoje. O objetivo? Bom, nós ficaremos com a parte Norte da floresta e eles com a Sul. Temos que encontrar a bandeira deles e levá-la ao nosso território. Assim que cruzarmos o território, a trombeta vai soar e anunciar o vencedor. A fronteira é no riacho que passa no meio da floresta – disse, apontando para a nascente do riacho que estava apenas alguns metros do grupo – e – ele diminuiu o tom – a nossa bandeira vai ficar no extremo Sul – todos concordaram com a cabeça, inclusive Charles – Bom: Hécate, vocês ficam com a Linha de Defesa, perto da bandeira. Quando a trombeta soar, vocês devem ir direto para lá, entenderam? – alguns campistas disseram “sim” – Irís, vocês vão adentrar a floresta junto conosco, Apolo, e mandará as informações que conseguirem para nós, entendido? Ótimo. Nêmesis: Sua função é capturar a bandeira. Dionísio: Usem seus poderes com as vinhas para criar armadilhas, junto com Hermes. Entendido? – todos concordaram com a cabeça – Mais uma coisa: Eles têm Atena, A estratégia e a força juntos. Tomem muito, muito cuidado.
– Silêncio! Todos vocês! – Quíron se pronunciou – Vamos dar início a atividade! Todos já sabem as regras! Arrumem seus campistas, e em cinco minutos daremos início a Caça a Bandeira! – todos começaram a gritar com a última frase de Quíron.
Deram a Charles uma armadura para lá de pesada. Sabendo que tal peso só diminuiria sua velocidade e seu poder na luta, Charles retirou o capacete e ficou apenas com o peitoral, as ombreiras, as cotoveleiras e as joelheiras. Ele recebeu uma bela espada feita de bronze celestial. A embainhou. Lucas pegou a bandeira e, ao soar, da trombeta, o acampamento se dispersou numa velocidade surpreendente.
Charles correu para o meio da floresta, em seu território. O sol já estava se pondo a essa hora. Os grandes pinheiros tomavam uma boa visão do céu. A vegetação mediana impedia um pouco o caminhar de Charles, mas isso não o impediu de adentrá-la mais. Fez sua primeira arapuca, a qual havia aprendido com seu pai, e seguiu mais adentro. Não se passou muito tempo até Charles ouvir o som de metais se chocando a sua direita.Invadiram nosso território!.
Ele foi na direção do som. Ao chegar lá, ele viu um campista com uma camisa vermelha embaixo da armadura, e o número “3” colado em seu peitoral. O campista do grupo de Apolo estava perdendo feio a batalha. Ele possuía vários cortes e seu capacete estava amassado. O campista vermelho ganhava terreno furiosamente, utilizando de qualquer brecha para atacar seu adversário. Charles não pode ficar parado. Ele se esgueirou por trás de seu inimigo e bateu fortemente com o punho da espada no pescoço do semideus. Ele caiu desmaiado no chão.

– Obrigado – disse seu aliado, ofegante.
– Não tem de quê.
E com um rápido comprimento de cabeça, eles se separaram. Charles voltou para onde estava só para se perder no meio da floresta. O bosque era mágico, ele se modificava, criando novas trilhas, novas rotas. Porém, ele não se modificava ao todo. Charles conseguiu encontrar uma de suas arapucas, apenas com um coelho dentro dela. Frustrado, Charles o libertou.
A noite caía rapidamente. Charles não conseguia nada com suas armadilhas e frequentemente se perdia no bosque. Ele então percebeu que não haveria como ele ajudar em nada com aquelas arapucas, que era o máximo que ele conseguia fazer quando se tratava de armadilhas, quando suas presas eram apenas pequenos roedores ou pássaros. Ele sabia que teria que desobedecer as ordens de Lucas se quisesse mostrar seu valor. Então, largou seu posto e foi em direção ao Sul. Eu vou capturar essa bandeira– pensou, ao chegar a margem do riacho.
***
Capturar a bandeira era mais difícil do que Charles achava. Aquele lado do bosque era realmente bem complicada. Havia campistas em todos os lugares vigiando, e Charles tentava circundar todos. Ele se perdeu facilmente e precisou lutar contra um ou dois campistas. Enquanto andava, uma clareira abriu-se para ele. Ele viu a lua cheia bem no alto. Já devia ser umas 21:00… Mas, a clareira tinha uma elevação, um monte, pode se dizer. Ele tinha apenas três metros. Porém, Charles conseguiu ver em seu topo algo sibilando com o vento. Ele viu uma haste cravada na terra e um pano preso a haste. Um pano vermelho era balançado pelo vento, e Charles pode ver uma cabeça de Javali nele.
A Bandeira!
Charles olhou para todos aos lados a procura de algum campista, porém ele não viu ninguém. Cuidadosamente, se aproximou e subiu o pequeno morro. Tremendo, tocou na aste da bandeira, mas, quando ele ia retirá-la, ele sentiu uma forte baque em seu ombro direito, protegido pela armadura. Ele rolou com a espada em punho.
Um semideus estava a frente dele, com um “1” colado no peitoral. Eles se encararam por um tempo. Charles levantou rapidamente e desferiu o primeiro golpe, mirando no antebraço do oponente. O inimigo simplesmente colocou a espada na frente da de Charles, criando um estalido que permeou por toda a clareira. Mas Charles já previa isso. Ele girou e, com a cotoveleira de aço, tentou acertar a cabeça do oponente. Ele apenas se abaixou, libertando a espada de Charles. Mas ele se esquecera que Charles havia treinado com o melhor campista de todo o acampamento.
No mesmo segundo em que ele se abaixou, Charles usou seu joelho para atacar. O inimigo colocou os dois braços unidos para tentar-se defender, mas fez isso muito lentamente. O ataque pegou o queixo dele rapidamente e ele caiu inconsciente no chão. Charles pegou a bandeira e partiu floresta a dentro.
Agora, com a bandeira ele precisou tomar muito mais cuidado com quem ele podia encontrar, ele circundou vários campistas, porém ele foi visto graças a barulho que o vento produzia ao entrar em contato com a bandeira. Agora, uma dúzia de campistas inimigos o seguia. Depois de algum tempo, ele encontrou o riacho. Triunfante, encheu o peito e preparou-se para saltar, com os campistas em sua cola. Porém, ele conseguiu ver uma silhueta vermelha vindo do lado oposto. Mas ele não se importou e pulou o lago ao mesmo tempo que a silhueta vermelha.
Eles se encontraram no meio do ar, e ele captou quase imediatamente a cena. Andrew estava a quase um metro na frente dele a outro metro ao seu lado. Ele segurava uma bandeira laranja com um enorme sol no seu meio. E assim como Charles, uma dúzia de campistas estava atrás dele. Charles não teve tempo de pensar em quase nada. Eles estavam no ar, ambos com a bandeira. Ambos próximos de ganhar. Então, os dois fizeram a mesma coisa. Usaram seus braços esquerdos ao mesmo tempo.
O Braço esquerdo de Charles foi ao encontro de Andrew, mais basicamente ao encontro de seu pescoço. Porém, Andrew fez a mesma coisa e ao mesmo tempo. A junta contrária ao cotovelo de Charles encontrou o pescoço de Andrew ao mesmo tempo que Charles foi preso pelo mesmo golpe por Andrew. Um baque surdo encheu o ar enquanto os golpes se alcançavam simultaneamente, seguido pelo baque de dois corpos na água.
***
Os dois se levantaram, a água batendo em seus joelhos. Ofegantes, sacaram suas espadas e se encararam, um esperando o movimento do outro. Charles sabia que não teria chances contra ele, ainda por cima com a água diminuindo a velocidade do movimento deles. Ele precisava levar a bandeira para o outro lado, porém ele estava protegido por dezenas de campistas inimigos. E era a mesma coisa para a extremidade Sul.
Estamos em um empasse, pensou Charles.
Eles ficaram assim por um tempo, até que Charles atacou. Ele fez um movimento circular por cima, porém Andrew também era rápido. As lâminas se encontraram no ar com um show de faíscas acompanhadas por todos os olhares dos campistas. Ambos se distanciaram com um pulo para trás, a bandeira em punho. Os campistas sabiam que não podiam baixar a guarda.
Os dois amigos se olharam. Um vento passou por eles, e a água começou a secar rapidamente, deixando os dois sobre um solo firme novamente. Ambos estranharam muito isso, até ouvirem risos de uma ninfa que acabara de se esconder dentro de uma árvore. Com um acordo não falado, eles deixaram as bandeira no chão e começaram a batalhar, só levariam a bandeira se conseguissem derrotar o outro.
Uma chuva de faíscas enchia o solo agora seco sempre que um defendia o ataque do outro. Eles estavam no mesmo nível. Charles ouviu alguém falar: “A grande luta dos dois campistas mais fortes do acampamento”.
A luta ficava mais acirrada a cada instante. Cada um tentando ganhar terreno sobre o outro. Os campistas apenas observavam, torcendo para Charles ou para Andrew. Charles tentava de todas as formas achar uma brecha na defesa de Andrew, e isso parecia realmente difícil e impossível. Foi quando aconteceu. Um campista escorregou e com um grito quase caiu dentro da “fossa” na qual eles lutavam. Com o canto do olho, Andrew observou o campista ofegante, abaixando rapidamente a sua guarda. Foi o suficiente para que Charles tomasse terreno. Ele golpeava furiosamente Andrew, que conseguia defender quase todos os golpes, porém estava perdendo muito terreno e estava recuando.
Charles conseguiu acertar seu peitoral com o punho da espada. Andrew recuou rapidamente, mas Charles foi mais rápido e ainda com o punho da espada, ele desarmou o inimigo. A espada de Andrew voou longe e fincou no chão. Antes que Andrew pudesse reagir, Charles encostou sua lâmina na garganta do oponente.
Eles estavam cansados, Charles havia ganhado de Andrew. Charles olhou em volta, dezenas e mais dezenas de campistas ocupavam ambos os lados do que outrora era um riacho. A equipe de Charles explodiu em vivas enquanto ele lentamente embainhava a espada e apertava a mão de Andrew.
– Foi uma ótima luta – disse Charles.
– É, foi mesmo.
Charles se aproximou da bandeira vermelha e laranja, ofegante. Ele carregou ambas as bandeiras, e quando ultrapassou a fronteira, o lado de Apolo começou a gritar muito mais forte. Charles levantava a bandeira enquanto urrava de felicidade. Uma trombeta soou. Charles recebia tapinhas na costa, abraços e vários agradecimentos.
Quíron apareceu trotando no meio do córrego. Um grande sorriso esbanjado no rosto. Charles desceu a depressão e foi de encontrou com o centauro, que o abraçou e segurou em seus ombros com as duas mãos.
Der repente, um silêncio mortal pairou sobre os campistas Quíron se afastou um pouco de Charles, perplexo. Charles não estava entendendo nada. Todos os campistas se curvaram e se ajoelharam perante Charles. Não, não perante Charles. Eles estavam se curvando para algo atrás dele. Charles se virou a tempo de ver a divindade, o deus que estava atrás dele dizendo:
– Esse é Charles Mcder, meu filho.

Fanfic escrita por
Gabriel

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