[T&S] Res. Literária | As Vantagens de Ser Invisível

Em uma estranha coincidência (não foi combinado em qualquer momento) a resenha literária, assim como a cinematográfica é de As Vantagens de Ser Invisível.

Não sei bem por onde começar a falar desse livro… foi algo tão bom, tão repentino, tão perfeito que eu ainda me encontro meio desnorteada, não consegui sair daquele universo, não consegui deixar Sam, Patrick e Charlie, e para dizer a verdade, também não sinto vontade. Pode parecer o mesmo clichê de sempre, eu falando de um livro que me marcou do quanto esse livro é bom e blá-blá, mas não é, é bem mais que isso, porque quando falo de As Vantagens de ser Invisível não me sinto falando de um simples livro, é mais como se eu estivesse descrevendo um amigo de longa data, alguém muito importante pra mim. É, isso mesmo, esse livro é um amigo. Como as cartas que Charlie escrevera para seu querido amigo, escrevo esta resenha para um “Querido, amigo” que também me escute e me entenda. Entenda que este livro é muito mais do que parece ser e que hoje em dia um livro assim é como um diamante em meio a vários destroços de vidros, um feixe de luz na escuridão, e não encontro outra maneira, ou termo que defina o que esse livro te faz sentir, ele te torna infinito, nós torna infinitos. Desde a primeira página, desde a primeira carta conhecemos Charlie pouco a pouco. Um garoto comum, não popular, não tão cheio de amigos, mas cheio de sonhos e uma vontade de sentir algo que ainda não tem nome, algo que seja um misto de todas as coisas boas que se pode ser agraciado, um garoto puro e realista em relação aos altos e baixos que a vida nos traz e muitas vezes simplesmente passam despercebidos. Pode parecer pouca coisa, mas não é. O livro é tão sincero, tão especial que deixa uma marca tão profunda em quem lê que é impossível negar que ele é único. Em busca de seu objetivo, da felicidade seja lá o que ela signifique Charlie segue sua jornada rumo ao colegial cheio de medo e de primeira cheio de frustrações, mas tudo isso evapora, dissipa, a partir do momento que ele conhece amigos, não aqueles de dizer “oi”, mas os de verdade, os tão raros hoje em dia e assim, juntos começam e descobrir e viver as pequenas e melhores coisas que a vida tem a oferecer. Com uma linguagem simples Stephen consegue transmitir a historia de uma maneira que o leitor se sente o quarto elemento do grupo de amigos, vive todas as histórias juntamente a Charlie, se diverte nas festas, nas conversas, e se sente invisível, como Charlie. O livro é uma tremenda roda gigante de emoções que brinca com o nosso intimo de uma maneira difícil de ignorar. Mostra-nos que ser invisível não é uma coisa ruim, o invisível é aquilo que olhos comuns não conseguem ver, ser invisível é ser especial, é viver a vida de uma maneira livre e sem repreensões, é saber tirar o melhor de tudo independente se a situação seja boa ou não. E que todos tem um Charlie dentro de si, independente de quem seja. Se tornou meu livro predileto, talvez seja por ser um dos últimos que eu li – como Charlie – ou simplesmente por ser um livro que amplifica a visão de quem lê, nos dá uma perspectiva mais profunda do mundo a nossa volta. Um livro assim tem uma história com quem lê que dura muito mais do que as horas que usamos lendo-o, uma história que dura e nos transmite coisas para vivermos a nossa vida, uma história infinita.

Resenha escrita por
Letícia

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s